sábado, 12 de novembro de 2011
A Doença Policística Renal é Rara
"A doença policística além de rara, não tem dados consolidados sobre a sua incidência no mundo. Acredita-se que, nos países em desenvolvimento, por falta de um diagnóstico mais apurado, um número expressivo de crianças deixam de ser atendidas e falecem devido ao mal."
A doença policística faz parte de um contingente maior de doenças císticas renais, nas quais algumas são hereditárias e outras não. Trata-se de uma enfermidade rara, cujos dados sobre a incidência da doença são inexistentes, pois não há nenhum estudo aprofundado sobre o assunto que contemple informações das ocorrências em todo o mundo.
Entretanto, para melhor se entender essa doença, é necessário compreender outras moléstias hereditárias do rim e congênitas, como é o caso a doença displásica policística. Essa doença caracteriza-se por ser, geralmente, unilateral e é gerada por um defeito embrionário, pois não existe desenvolvimento da parte filtrante em um dos rins.
No passado, quando se fazia o diagnóstico, era indicada imediatamente uma cirurgia, pois vigorava o conceito de que poderia haver uma malignização do tecido. Atualmente sabe-se que essa possibilidade é remota e praticamente inexistente. Nesse caso só é indicada cirurgia devido a um quadro de hipertensão severa do paciente, ou quando o volume da massa do cisto torna-se tão grande que chega a prejudicar as funções de outros órgãos.
Doença Policística
A doença cística ou doença policística é de caráter hereditário e tem dois tipos de manifestações. A primeira é uma forma recessiva, dita infantil, e a outra forma é dominante, que é a versão adulta, chamada autossômica dominante. A doença recessiva ou infantil aparece, na maior parte das vezes, no primeiro ano de vida da criança. E, geralmente, quando já se instalou um grave comprometimento da função renal.
O quadro costuma ser o mesmo ao de outras doenças citadas, pois a maioria das crianças apresenta hipertensão arterial grave e, da mesma forma, a evolução da insuficiência é inexorável, segundo o Dr. João Tomás de Abreu Carvalhaes, chefe do Setor de Nefrologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp/EPM. Como é uma doença geneticamente induzida não existe tratamento clínico, explica o Dr. Carvalhaes. "O que se busca é tentar diminuir a pressão arterial, realizando uma intervenção nutricional; tentando que os desvios metabólicos que vão se instalando no organismo, em decorrência da insuficiência renal, não sejam tão agressivos para o resto do corpo". Quando a insuficiência renal se instala definitivamente é necessário a diálise ou o transplante, sempre.
O fator limitante para uma boa evolução de uma doença policística na infância é o controle da pressão arterial que deve ser iniciada imediatamente ao diagnóstico feito. Pois, na medida que esse controle é mais precoce, melhor são os resultados na evolução da doença. Outra característica dessa doença é que nem sempre os cistos aparecem só no rim. Às vezes, aparecem em outras áreas, como o pulmão, fígado ou cérebro, entre outros órgãos do corpo da criança. A preocupação é maior, por parte dos médicos assistentes, quando um cisto é infectado, pois o tratamento é complexo e difícil.
Na doença policística, ao contrário do rim policístico, a doença compromete os dois rins, por isso é que se instala a insuficiência renal tão rapidamente; nos três ou até quatro anos de vida a criança portadora da anomalia genética já não têm atividades renais.
Para a doença policística, de forma diferente do que em outras doenças renais, é feito um tratamento sintomático, amenizador dos sintomas: o médico não trata da doença e sim, da conseqüência, comenta o Dr. Carvalhaes. Segundo ele, a terapêutica genética é a grande solução para estes tipos de males como os das doenças policísticas, pois o ideal é estimular o organismo para que ele próprio trate a doença.
Outro aspecto importante é a realização de um bom pré-natal. Atualmente, com a utilização da ultra-sonografia no pré-natal, é possível ser feito o diagnóstico precoce. Ao nascer a criança, os médicos assistentes, entre eles o nefrologista, já sabem qual é o quadro, e o tratamento é iniciado imediatamente.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Varizes Gastroesofágicas
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Biomedicina no Brasil
Biomédico
"Biomédicos são profissionais que se dedicam à pesquisa biológica aplicada à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças"
Fonte: Redação Brasil Profissões
O que é ser biomédico?
Os biomédicos são profissionais que se dedicam à pesquisa biológica aplicada à prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, conduzindo experiências acerca dos efeitos de medicamentos, hormônios, soros e outras substâncias em órgãos, tecidos e funções vitais do organismo humano. Suas invenções e descobertas aliam o rigor científico da pesquisa pura com as exigências práticas do tratamento médico de pacientes vítimas das mais diversas patologias. Esse profissional deve ter consciência no auxilio de diagnóstico com o objetivo da saúde do paciente.
Quais as características necessárias para ser biomédico?
É necessário ter memória apurada, capacidade de concentração, exatidão, meticulosidade, iniciativa e perseverança.
Características desejáveis:
- atenção a detalhes
- capacidade de análise
- capacidade de concentração
- capacidade de observação
- capacidade de síntese
- curiosidade
- gosto pela pesquisa e pelos estudos
- habilidade para trabalhar em equipe
- interesse pelas ciências
- método
- raciocínio lógico desenvolvido
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho na área de biomedicina é amplo e muito promissor. A maioria dos recém-formados inicia a carreira no setor privado trabalhando em laboratórios particulares de análises clínicas - setor que tradicionalmente emprega muitos biomédicos, no Brasil, mais de 80% dos profissionais Biomédicos trabalham neste setor.
Hoje também há bastante espaço para o biomédico trabalhar nas indústrias (na produção de soros, vacinas, reagentes etc) e no comércio (assumindo a responsabilidade técnica de empresas que comercializam insumos e equipamentos para laboratórios de pesquisa, de ensino e de análises clínicas).
Os profissionais brasileiros da biomedicina estão entre os melhores do mundo, liderando importantes pesquisas realizadas no âmbito do Projeto Genoma Humano. Há perspectivas de que até o final da década, com a conclusão desse projeto, o setor de biotecnologia, sobretudo nas áreas de vacinas e novos medicamentos, passe a contratar de maneira agressiva. É bastante provável que a maior parte dessas novas vagas sejam abertas naqueles países que atualmente lideram a indústria farmacêutica internacional, como os Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França e Suíça. Todavia, há carência de profissionais qualificados mesmo nesses países, os quais seguem contratando especialistas estrangeiros desde meados da década de 1990. A excelente reputação dos biomédicos brasileiros aumenta significativamente as chances de colocação no exterior.
Hoje também há bastante espaço para o biomédico trabalhar nas indústrias (na produção de soros, vacinas, reagentes etc) e no comércio (assumindo a responsabilidade técnica de empresas que comercializam insumos e equipamentos para laboratórios de pesquisa, de ensino e de análises clínicas).
Os profissionais brasileiros da biomedicina estão entre os melhores do mundo, liderando importantes pesquisas realizadas no âmbito do Projeto Genoma Humano. Há perspectivas de que até o final da década, com a conclusão desse projeto, o setor de biotecnologia, sobretudo nas áreas de vacinas e novos medicamentos, passe a contratar de maneira agressiva. É bastante provável que a maior parte dessas novas vagas sejam abertas naqueles países que atualmente lideram a indústria farmacêutica internacional, como os Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França e Suíça. Todavia, há carência de profissionais qualificados mesmo nesses países, os quais seguem contratando especialistas estrangeiros desde meados da década de 1990. A excelente reputação dos biomédicos brasileiros aumenta significativamente as chances de colocação no exterior.
domingo, 6 de novembro de 2011
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